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Por muito tempo, as regiões do domínio Caatinga foram consideradas pobres em espécies, incluindo répteis Squamata. Mesmo com um aumento no número de estudos nos últimos anos, ainda há lacunas de conhecimento sobre a composição da fauna de “lagartos” em áreas semiáridas do Brasil. Com intuito de ampliar os conhecimentos sobre esse grupo, analisamos uma comunidade de lagartos de uma área de até 1050 m de altitude na região semiárida no sudoeste da Bahia. Foi determinada a riqueza, abundância, frequência e dominância das espécies registradas em três diferentes fitofisionomias (campo rupestre, campo sujo e mata ciliar). A amostragem ocorreu bimestralmente ao longo de um ano, no intuito de compreender a influência da pluviosidade na dinâmica da comunidade local. Utilizamos armadilhas de interceptação e queda, busca ativa por tempo limitado e encontros ocasionais como métodos de amostragem. Registramos 259 indivíduos pertencentes a dez espécies, sendo Ameivula ocellifera a de maior frequência e dominância e Hemidactylus brasilianus a menos frequente, algo já observado em inventários para a região semiárida. A curva de acumulação de espécies não atingiu a riqueza estimada, mas indicou a eficiência dos métodos empregados. A fitofisionomia de campo rupestre apresentou a maior abundância de indivíduos, como registrados em outros estudos. Não houve correlação entre a abundância padronizada de indivíduos e a média pluviométrica mensal, embora a literatura indique uma importante influência das variações pluviométricas na dinâmica de comunidades. Este estudo contribui para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade e distribuição geográfica de lagartos da região semiárida brasileira.
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