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A variabilidade genética gerada pela mobilização de elementos de transposição (TEs) pode ter um papel importante no sucesso adaptativo de espécies a condições adversas. Partindo dessa premissa, avaliamos a atividade transcricional de TEs de espécimes de Rhinella marina submetidas a condições de estresse. Esta espécie invasora é reconhecidamente bem adaptada em diferentes partes do mundo e teve seu genoma recentemente sequenciado, sendo que cerca de 30% deste é composto por TEs. Analisamos dados de transcriptoma de baço de R. marina gerados por RNA-seq e publicados por Gardner e colaboradores (2018) em duas condições: (1) espécimes submetidos a um tratamento agudo de lipopolissacarídeo (LPS - padrão molecular associado a patógenos (PAMP)) e (2) espécimes recebendo também aplicação transdérmica de corticosterona. Todas as sequências dos genes diferencialmente expressos (DEGs) de cada tratamento foram recuperadas e utilizadas em buscas por TEs no Repbase. Cópias com similaridade com TEs foram analisadas quanto a presença de ORFs e domínios conservados utilizando ORFinder e CD-Search. Entre os DEGs da condição 2, encontramos um TE da superfamília DIRS. Pelo menos uma cópia desse TE apresentou as três ORFs conservadas (GAG, YR e RT/RH) e repetições terminais invertidas, sugerindo ser uma cópia ainda ativa. Cópias degeneradas desse elemento também foram recuperadas. Análises adicionais deverão ser realizadas para compreender melhor a significância da expressão desse TE nessa espécie, mas podemos sugerir uma ativação desse TE em resposta ao estresse, suportando a ideia de que a mobilização de TEs pode ser um substrato genômico para o processo de adaptação.
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