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As coleções sonoras são vitais na manutenção e preservação de mídias sonoras, além da disseminação do conhecimento relacionado a biodiversidade presente e histórica. No entanto, percebemos que muitas gravações sonoras nem chegam a ser depositas nessas coleções. Assim, levantamos dados sobre a proporção de herpetólogos que já captaram sons de anuros no Brasil e que não depositaram as gravações, e a razão para não o fazer. Além disso, estimamos o quanto isto significa em termos de quantidade de gravações e de financiamento público. Observamos que quase 80 % dos herpetológos não depositaram suas gravações em coleções sonoras, resultando no mal uso de mais de 19 milhões de reais. As principais razões para não depositar as gravações foram falta de tempo, desconhecimento sobre procedimentos de tombamento e por não considerar necessário. Nos últimos 18 anos, o número de estudos em que gravações foram depositadas em coleções aumentou. Contudo, a porcentagem de artigos com gravações tombadas nunca ultrapassou 50 %. A ausência de depósito dessas gravações prejudica a preservação da biodiversidade sonora, o progresso científico e não garante a replicabilidade dos dados publicados. Além disso, essa prática dificulta o acesso público ao material coletado, em sua maioria com recursos públicos, e implica perda de informações. O depósito de arquivos sonoros deveria ser levado mais a sério, tanto por pesquisadores, como por editores e revisores de periódicos, que deveriam exigir esse procedimento para a publicação dos artigos, como ocorre com sequencias de DNA e espécimes coletados.
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