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A técnica de identificação molecular de espécies, ou DNA barcoding, utiliza o polimorfismo do gene mitocondrial citocromo-c oxidase (cox1), para diferenciação de espécies. Diversos estudos discutem a eficácia desse método, contudo as serpentes neotropicais nunca foram avaliadas. No Brasil, existem aproximadamente 400 espécies de serpentes e sua identificação adequada é essencial para os estudos toxinológicos e para o tratamento de acidentes. Buscamos neste projeto previamente avaliar o potencial do cox1 na identificação de espécies de Bothrops. Selecionamos amostras de 17 linhagens do gênero visando maximizar a área de distribuição das espécies. Extraímos DNA e amplificamos por PCR o cox1 através de primers específicos. Após a edição e alinhamento das sequências, estimamos árvores filogenéticas através de máxima verossimilhança. Calculamos distâncias patrísticas como uma aproximação das distâncias genéticas no ambiente R. Nossos resultados indicam que a distância média intraespecífica é de 1,2%, enquanto a distância interespecífica, dentro dos grupos de Bothrops, é de 2,5% e entre grupos é de 10%. A maioria das espécies pôde ser identificada, contudo encontramos três conjuntos de espécies não-identificáveis: 1) espécies recentes (e.g. espécies insulares); 2) complexos de espécies não resolvidos taxonomicamente (e.g. grupo B. neuwiedi e B. jararacussu); 3) espécies com alto polimorfismo (e.g. B. jararaca e B. atrox). Nestes casos o cox1 não foi completamente informativo para delimitação das espécies. Nossos resultados apontam que apesar do polimorfismo do cox1 representar uma ferramenta eficiente para a maioria das espécies de Bothrops, outros marcadores são necessários para identificação das demais espécies.
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