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O modo de vida fossorial das anfisbenas faz das coleções científicas bases de dados essenciais para estudos sobre sua taxonomia, biologia, ecologia e conservação. Dentre os acervos herpetológicos, os anfisbenídeos constituem o menor, mesmo com o crescimento de representatividade nas últimas décadas. Este estudo objetivou verificar a diversidade das anfisbenas em coleções do nordeste brasileiro. Dez coleções herpetológicas foram visitadas em instituições de ensino superior em Pernambuco (UNIVASF, UFRPE), Ceará (URCA), Paraíba (UFPB), Rio Grande do Norte (UFRN, UFERSA), Sergipe (UFS), Bahia (UFBA, UCSAL) e Alagoas (UFAL). Vinte espécies foram registradas. Amphisbaena alba, A. pretrei e A. vermicularis, espécies de ampla distribuição na Caatinga, ocorreram nas dez coleções, enquanto A. lumbricalis, espécie com distribuição relictual, em seis. Outras relictuais, A. heathi e A. littoralis, foram registradas simultaneamente em quatro coleções, e A. arenaria e A. supernumeraria, tiveram registros individualizados em duas coleções. Esta última representatividade também ocorreu para A. arda, A. frontalis e A. hastata, espécies associadas a dunas do São Francisco. Amphisbaena ignatiana, também associada à região de dunas, e a relictual A. carvalhoi foram registradas em duas coleções, simultaneamente em uma. Amphisbaena kiriri ocorreu em uma coleção, fato da distribuição restrita e recente descrição. De ampla ocorrência, Leposternon polystegum apareceu em nove coleções, já L. infraorbitale e L. microcephalum, registros únicos em duas coleções. Também único em uma coleção, ocorreu o relictual L. kisteumacheri, já L. wuchereri em três. Genericamente, a representatividade das anfisbenas da Caatinga em coleções do Nordeste apresentou certa concordância com o caráter da distribuição.
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