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A habilidade dos animais se movimentarem é um fator chave para a manutenção da abundância das espécies. Tais movimentos afetam as comunidades e estrutura trófica, garantindo o perfeito funcionamento do ecossistema. Embora a importância incontestável das migrações sazonais, estas estão sofrendo fortes amaças pelas ações antrópicas nas últimas décadas, com impactos negativos para a biodiversidade. Sabe-se que o desmatamento prejudica a migração reprodutiva dos anfíbios, principalmente em paisagens onde os sítios reprodutivos e os remanescentes de vegetação natural estão desconectados. Essa desconexão causada por ações antrópicas é denominada habitat split, o qual está intimamente associado a declínios de anfíbios em áreas perturbadas. Consequentemente, paisagens com um alto grau de habitat split exibem uma pequena proporção de espécies com larvas aquáticas, o que altera significativamente a estrutura da comunidade. Empregamos uma estrutura de modelo baseado em indivíduo (IBM) para quantificar os efeitos do habitat split em espécies de anfíbios com reprodução aquática e terrestre. Nossa hipótese é que os anfíbios reprodutores aquáticos seriam impactados negativamente pelo habitat split e pela probabilidade de dispersão, enquanto os anfíbios reprodutores terrestres não. Combinados, nossos dados de campo e modelagem ressaltam que história de vida, dispersão e habitat split, quando combinados, são bons proxies para estimar a persistência da população de anfíbios na natureza.
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