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No Nordeste do Brasil ocorrem três espécies de testudines (Kinosternon scorpioides, Phrynops geoffroanus e Mesoclemmys tuberculata). Com ciclo de vida longo e níveis tróficos intermediários, os testudines são considerados bons biomonitores de ambientes aquáticos. Este trabalho objetivou quantificar teores de nove metais pesados em sangue de três espécies de testudines capturados no reservatório do Tapacurá/Pernambuco. Foram aferidos os dados biométricos e a sexagem foi realizada através do tamanho da cauda e abertura da placa anal. O sangue foi coletado a partir do acesso a veia caudal ou seio occipital. As amostras foram digeridas em HNO3 e lidas em ICP-OES e FAAS. Capturou-se 40 testudines (K. scorpioides (25), P. geoffroanus (7) e M. tuberculata (8)). As maiores concentrações foram detectadas para o Ferro (81.03±58.75), seguido do Zinco (13.31±6.19), Alumínio (9.10±5.72), Chumbo (4.73±4.50), Cobre (4.10±4.32), Cromo (1.52±1.30), Níquel (1.05±0.92), Manganês (0.83±0.85) e Cádmio (0.03±0.03). Houve diferenças entre classes etárias e concentrações apenas para o Cobre, Ferro, Chumbo, Níquel e Alumínio. O sexo não apresentou diferenças significativas, entretanto, machos apresentaram concentrações maiores que fêmeas. Diferenças interespecíficas foram significativas apenas para o Cobre (P. geoffroanus 3.77 mg/L, M. tuberculata 5.01 mg/L e K. scorpioides 3.95 mg/L) e Ferro (P. geoffroanus 60.00 mg/L, M. tuberculata 105.50 mg/L e K. scorpioides 84.63 mg/L), onde M. tuberculata apresentou os maiores teores. Concluiu-se que as concentrações de metais pesados detectados podem representar risco para saúde humana devido ao consumo da água e dos animais como fonte de proteína pela comunidade ribeirinha residente do entorno da Unidade de Conservação.
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