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A Mata Atlântica é considerada um dos 34 hotspots de biodiversidade do mundo, sendo o bioma mais degradado no Brasil. Este bioma compreende fitofisionomias, como floresta ombrófila, floresta semidecidual, restinga e dunas, e a complexidade destas coberturas disponibiliza habitats diversos para o desenvolvimento e especiação dos anfíbios. Atualmente são registradas 625 espécies de anfíbios neste bioma, o que corresponde a mais da metade das espécies de anfíbios conhecidas para o Brasil. Uma das explicações para a alta diversidade é a sua complexidade topográfica, sendo assim, torna-se especial o Parque Nacional do Caparaó (PNC), pois está no meio da distribuição latitudinal do bioma e inclui o ponto mais alto da Mata Atlântica: O Pico da Bandeira com cerca de 2900 m de altitude. Assim, realizamos visitas ao PNC e entorno entre 2016 e 2018, realizando busca ativa de anfíbios em brejos, lagos, rios, florestas e em campos de altitude. Registramos 49 espécies de anuros pertencentes a 11 famílias, das quais três espécies são endêmicas e três ainda não descritas. Durante este período foi possível registrar 93 % das espécies (estimadas pelo índice de diversidade Jacknife 1). Ao juntar com dados de coletas entre 2004 – 2008 e dados secundários de museus registramos 65 espécies, de 12 famílias, para a mesma área. Algumas destas espécies estão representadas por um ou dois exemplares nas coleções e não são registradas desde a década de 1980 como Fritziana goeldii, Thoropa lutzi e Hylodes vanzolini, o que poderia estar relacionado com extinções ou declínios populacionais locais.
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