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Os dados geoquímicos históricos possuem grande relevância para as pesquisas geocientíficas, pois subsidiam estudos, diagnósticos e tomadas de decisão em diversas áreas da geologia. No entanto, a simples existência desses dados em grandes bancos corporativos não garante sua qualidade ou usabilidade. No Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM), o banco de dados geoquímicos reflete uma trajetória de décadas, marcada por avanços metodológicos, mudanças nos procedimentos de aquisição e armazenamento e ausência de padronização em etapas anteriores. Como consequência, surgiram registros duplicados, inconsistentes ou mesmo ausentes, dificultando o acesso e comprometendo a confiabilidade das informações.
Nesse contexto, a Equipe de Consistência de Dados da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) desenvolveu ações sistemáticas para conferência, correção e recuperação de informações geoquímicas. O objetivo central é garantir a integridade, organização e atualidade do banco de dados, assegurando que ele atenda às demandas técnicas e públicas por informações confiáveis, acessíveis e bem estruturadas. O trabalho envolve a integração lógica entre bases temáticas, a padronização de procedimentos e a articulação com as unidades geradoras de dados.
Destaca-se que o banco é dinâmico, com entradas diárias e geração descentralizada, o que exige uma abordagem contínua e estratégica para a consistência dos registros. A atuação da equipe também contempla a validação locacional dos projetos, a identificação de dados não cadastrados e a estruturação das informações para facilitar sua disponibilização ao público.
Em 2019, a equipe concluiu a consistência locacional de 309 projetos geoquímicos, padronizando informações e recuperando 74.131 amostras (sedimento de corrente, solo, rocha e concentrado de bateia) que, por razões diversas, não haviam sido incorporadas ao sistema. Com isso, o número total de amostras disponíveis no banco passou de 315.904 para 390.035 — um aumento de 23,47%. Em valores atualizados, isso representa aproximadamente R$ 133,4 milhões em dados que estavam fora do alcance dos usuários.
Esse esforço reforça o papel estratégico da gestão e consistência de dados na valorização do conhecimento geocientífico, promovendo transparência, economia de recursos e ampliação do acesso público a informações de alto valor técnico e histórico.
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