CARACTERIZAÇÃO GEOQUÍMICA DAS ROCHAS VULCANOCLÁSTICAS E BASÁLTICAS DO POÇO 3-REPF-14-RJS EM RELAÇÃO À FORMAÇÃO CABIÚNAS, BACIA DE CAMPOS

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Resumo

A seção magmática do poço 3-REPF-14-RJS, situado no Alto Estrutural SEAT, bloco BM-C-33 da Bacia de Campos, possui 330 metros de espessura. As rochas vulcanoclásticas, principalmente piroclásticas e hialoclastitos, predominam na seção magmática e estão intercaladas com seções basálticas. Estas foram previamente interpretadas como pertencentes à Formação Cabiúnas. Este trabalho testa essa interpretação por meio da comparação litogeoquímica entre amostras de rochas basálticas e vulcanoclásticas do poço e dados publicados para rochas vulcânicas da Bacia de Campos. As análises foram plotadas no diagrama de Pearce (1996) e em diagramas bivariantes com razões Zr/Y e La/Yb. Os resultados indicam que as amostras do poço correspondem a rochas alcalinas, em contraste com a assinatura toleítica característica da Formação Cabiúnas. Além disso, as amostras do poço apresentam maior dispersão composicional em relação à homogeneidade observada nas amostras da Formação Cabiúnas. Parte dessas amostras apresentou teores de CaO superiores a 10 wt.%, Al₂O₃ inferiores a 9 wt.% e valores médios de LOI em torno de 14 wt.%, atribuídos ao elevado grau de alteração. Tal alteração afeta as assinaturas geoquímicas magmáticas da rocha. A discrepância geoquímica também foi observada na comparação com rochas vulcânicas pré-albianas das bacias de Campos (magmatismo Alagoas) e Santos (magmatismo pós-rifte). Além da alteração, a predominância de rochas incoerentes (vulcanoclásticas) no poço, de composição mais heterogênea, pode dificultar a comparação direta com o vulcanismo da Formação Cabiúnas, que é representado por rochas coerentes e predominantemente efusivas. Os dados petrográficos e petrofísicos corroboram a interpretação litogeoquímica, evidenciando estruturas e texturas como amígdalas preenchidas por minerais secundários, textura fragmentada com clastos angulosos e vidro vulcânico com fraturamento em quebra-cabeça, compatíveis com um ambiente vulcânico energético, dominado pela interação lava/água. Este paleoambiente difere daquele originalmente proposto para os basaltos da Formação Cabiúnas.

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Instituições
  • 1 PPGMEG/UFRRJ
  • 2 UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • 3 LAGESED/UFRJ
Eixo Temático
  • ST-01 - Geoquímica Endógena do Sistema Terra
Palavras-chave
CABIÚNAS
BACIA DE CAMPOS
MAGMATISMO
VULCANOCLÁSTICAS
GEOQUÍMICA