FABRICAÇÃO DE PROTÓTIPOS DE FISIOTERAPIA AQUÁTICA COM USO DE MATERIAL SUSTENTÁVEL DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
Introdução: A Fisioterapia Aquática ou Hidroterapia consolidou-se como prática de notória evidência científica, empregada na prevenção e tratamento de diversas condições clínicas. Sabe-se que para esta modalidade são necessários materiais auxiliares de flutuação; no entanto, eles possuem um alto custo, tornando-os menos acessíveis, e por serem fabricados em plástico, são poluentes ao meio ambiente. Portanto, este trabalho teve como cerne a fabricação de protótipos de flutuação de fisioterapia aquática com uso do miriti (Mauritia Flexuosa), conhecido como “isopor da Amazônia” . Objetivo(s): Fabricação de prancha, halter e halter globo para fisioterapia aquática com uso do miriti. Método: Este é um estudo descritivo, com abordagem quantitativa. Em parceria da Universidade do Estado do Pará com a Universidade Federal do Pará, foi realizada a construção dos protótipos, utilizando o miriti, estiletes, cano de PVC reaproveitado e resina epóxi para colagem e impermeabilização. Após a fabricação, foram feitos testes em piscina não aquecida, utilizando um dispositivo para submergir os protótipos, um dinamômetro para medição de arrasto e força de empuxo e uma câmera de mergulho. Resultados: A força de empuxo dos protótipos de miriti foi comparada à força de empuxo dos equipamentos feitos em EVA. A análise apontou que os protótipos de miriti possuem uma força de empuxo semelhante aos de EVA, obtidos em quilograma-força (kgf), os resultados obtidos foram: prancha, com 2,34kgf; halter, com 1,01kgf; e halter globo, com 1,52kgf. Além disso, a força de arrasto foi medida para os modelos propostos para simular o arrasto na execução de exercícios terapêuticos, sendo a prancha, com 1,01kgf; halter, com 0,4kgf; e halter globo com 0,4kgf. Os protótipos de miriti permaneceram com massa constante, não perdendo flutuabilidade. Isso não ocorre com os equipamentos de EVA, que perdem flutuabilidade durante o uso. Conclusão: Este trabalho demonstrou que é possível a construção de materiais de fisioterapia aquática mais sustentáveis, menos poluentes e de valor mais acessível e com a mesma funcionalidade e maior eficiência que os vendidos no mercado. Espera-se que este estudo possa ser um incentivo para novas pesquisas nesta temática.