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ESCOLARIZAÇÃO DO SURDO: PERSPECTIVA DE INCLUSÃO NO TRABALHO FORMAL
ARTUR NETO
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoA presente investigação, propõe uma reflexão sobre a temática da barreira comunicacional enfrentada pelos sujeitos Surdos no trabalho. Tivemos, como objetivo, analisar as barreiras linguísticas enfrentadas pelo estudante Surdo, no processo de inclusão no mercado de trabalho potiguar. As escolas assumindo seu papel de educar para o trabalho, causará uma mudança perceptível, aumentando as chances da população surda diminuir sua dependência frente às políticas paternalistas. A pesquisa será quantitativa de cunho descritiva, os dados foram coletados por meio de questionário fechado. Com base nos resultados da pesquisa, podemos concluir que existe um forte discurso inclusivo, porém, o mercado de trabalho potiguar apresenta diversos aspectos, que não contribuem para a efetivação da inclusão do surdo.
Ellen Salvador Miranda
Boa noite.
Sou surda desde a nascença, eu tive uma dura barreira enfrentada e ainda enfrento, e te digo, não é nada fácil, eu sendo oralizada, e bilíngue, facilita em muitas coisas, mas a sociedade tem uma mente tão pequena, e infelizmente, tudo é só para cumprir "as leis", para não ser julgados, mas garanto que surdos têm as mesmas possibilidades de desenvolvimento dos ouvintes, mas infelizmente as escolas brasileiras não estão preparadas para ensinar da forma correta. Há a crença de que ambos conseguem aprender da mesma maneira, mas é um pensamento equivocado. Os métodos a serem aplicados são completamente diferentes, já que aprendemos mais através da visão do que da escrita. A maioria das escolas do país diz que está preparada para receber alunos surdos, o que não é verdade. Alguns surdos não sabem ler não por falta de entendimento, mas por serem ensinados através de uma metodologia inadequada. E a culpa acaba sendo colocada na deficiência. Por isso é importante que professores e gestores estejam preparados para esse tipo de ensino. Ainda há muito a se fazer no campo da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência no país.
Quero ressaltar também a importância do investimento na formação de professores, principalmente na perspectiva de educação bilíngue. Infelizmente, a maioria dos professores entende pouco sobre o assunto ou acham que sabem.
Precisamos mudar essa visão, e mostrar que os surdos tem a capacidade como os ouvintes, a única coisa que muda é a limitação de não ouvir. ;-)
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ARTUR NETO
Olá Ellen!
Achei fantástico seu relato, infelizmente as escolas brasileiras não estão preparadas para ensinar de forma diferente do que era ensinado no século XV. O mercado de trabalho ainda é capacitista, e a sociedade acredita que ser normal é fazer uso da linguagem oral. Estamos caminhando para uma mudança de paradigma, mas ainda levará alguns anos para vermos os efeitos benéficos na sociedade.
Andressa Agnes de Assis Silva
Olá,
Infelizmente o que se vê nas escolas é o discurso de inclusão, quando na prática ainda ocorre claramente a exclusão. Políticas públicas são importantes ferramentas, mas uma mudança na postura da sociedade precisa ser realizada com urgência. Não podemos mais negligenciar e deixar de oportunizar o ensino e a qualidade de vida a todos.
Sou colega de mestrado da Ellen, e mesmo no grupo em que todos são ou pretendem ser da área da educação, ainda percebe-se o tratamento diferenciado (de forma a excluir) as pessoas com necessidades específicas.
Concordo com ela, quanto a necessidade de investimento na formação de docentes capacitados a acolher qualquer pessoa, independente da deficiência ou alto grau de habilidade que possuir. Assim como corroboro com a opinião do Arthur que de estamos caminhando para uma mudança e cenário, mesmo que a passos lentos.
Abraços
ARTUR NETO
Muito bem colocado Andressa, como diria Paulo Freire, quando a educação não é libertadora o oprimido torna-se opressor. Vivemos essa realidade no cotidiano escolar, aqueles que deveriam ser o diferencial na sociedade são os "opressores" dos diferentes. Falta-nos empatia, amor, sensibilidade e muito mais.