DIMINUIÇÃO DA FALA DESCONTEXTUALIZADA E AUMENTO DE COMPORTAMENTOS ACADÊMICOS DE UM ADOLESCENTE COM TEA
o presente relato de experiência refere-se à um produto da disciplina “Ensino do Indivíduo Especial” cursada em 2015. Considerando as dificuldades para o processo de inclusão escolar e de aprendizagem de pessoas com TEA, o objetivo foi avaliar o efeito do uso de reforçamento diferencial e de reforço social para redução de falas descontextualizadas e ampliação de comportamentos acadêmicos de um adolescente com TEA na sala de aula regular. Participou um adolescente com doze anos com TEA, matriculado no quinto ano do Ensino Fundamental da rede pública de ensino e, no período contrário, matriculado em uma instituição especializada. As sessões de linha de base, intervenção e follow-up ocorreram ao decorrer de 5 semanas, cada sessão teve 20 minutos de duração. O procedimento constituiu-se em três etapas: linha de base, intervenção e follow-up. Na fase de linha de base, identificou-se a frequência e a função do comportamento da fala descontextualizada do participante. Na intervenção, quando o participante emitia o comportamento inadequado a pesquisadora não respondia as questões realizadas e direcionava a atenção do aluno para a atividade proposta, além de reforçar os comportamentos adequados com reforço social. O follow-up consistiu na observação para identificar a frequência do comportamento inadequado após a intervenção. Os resultados indicaram que um procedimento de intervenção neste sentido infere em resultados observáveis e positivos no desempenho do aluno. Contribuiu para a instrumentalização para o trabalho e registro da educadora especial, bem como pode contribuir para futuras experiências de professores que acompanham alunos com este transtorno. Sugere-se novos estudos de aplicação de procedimentos semelhantes no contexto escolar e com envolvimento da família para continuidade.