DA DEFICIÊNCIA À DIFERENÇA: UM ESTUDO DA PERCEPÇÃO DO SER SURDO
O presente estudo trata de uma reflexão acerca do que é ser surdo, tomando co-mo base as visões de familiares ouvintes e de sujeitos surdos, a partir de um re-corte de duas categorias elencadas em uma pesquisa de douramento, que fez uso de pesquisa qualitativa do tipo etnográfica, com apoio da técnica do Grupo Focal, subdividida em grupo de ouvintes (familiares dos estudantes surdos) e grupo de surdos estudantes de uma Instituição de Ensino Superior (IES), de cur-sos diversos. A partir de referenciais teóricos sobre o surdo, a cultura surda e a família. Já, as categorias escolhidas traziam sobre a surdez a perspectiva da “defi-ciência” indicada pelos ouvintes, em sua maioria, e da “diferença linguística”, de-fendida pelos surdos, que chegavam a ter orgulho de ser Surdo. Neste recorte tomamos como objetivo geral estabelecer um paralelo da perspectiva da família e do surdo acerca do que é ser surdo. E como objetivos específicos: conhecer a per-cepção da família sobre o surdo e conhecer a percepção do surdo sobre si mesmo. Diante dos resultados obtidos, percebeu-se divergências entre surdos e ouvintes na visão do que venha a se definir o que é ser surdo e constatou-se a coexistência de culturas no ambiente familiar, quando um de seus membros é surdo. Como re-levância do estudo indica-se a importância da busca de se compreender a dinâmi-ca familiar e a forma de lidar com o sujeito surdo, pois há pouco estudo envolven-do a família e a relação com o sujeito surdo e sua cultura.