PERFIL DE FAMÍLIAS DE CRIANÇAS PARAENSES COM PARALISIA CEREBRAL
Paralisia cerebral (PC) é definida como consequência de uma lesão ou mau desenvolvimento do cérebro, de caráter não progressivo e existindo desde a infância, atingindo o cérebro ainda imaturo e interferindo no desenvolvimento motor normal da pessoa, na área sensorial e/ou cognitiva. As crianças com paralisia cerebral, bem como com outras necessidades especiais, precisam de uma estrutura familiar consistente, uma vez que este sistema influência de maneira positiva ou negativa seu desenvolvimento.
Nesse sentido objetivou-se descrever as características das crianças com paralisia cerebral e de suas famílias atendidas nos serviços caminhar localizado no Hospital Universitário Betinna Ferro de Souza. Para tanto foi aplicado a escala de Classificação da Função Motora Grossa (GMFCS) e o Inventário Biosociodemográfico em 60 mães de crianças diagnosticadas com PC na faixa etária de 1 a 12 anos. Os resultados apontaram que 55% das crianças são provenientes da região metropolitana de Belém e 50% foram classificadas no nível V da escala, demonstrando que a função motora foi gravemente afetada.
Assim como suas principais cuidadoras são mães e avós maternas, que por sua vez, apresentam baixo grau de escolaridade. As famílias apresentam de 2 a 10 membros e vivem com renda mensal de um a dois salários mínimos. Os dados demonstram que essas famílias bem como as crianças necessitam de politicas públicas a fim melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento das crianças com paralisia cerebral.