O ENSINO DE CIÊNCIAS PARA ALUNOS COM A SURDOCEGUEIRA E DEFICIENCIA VISUAL.
Escrever sobre pessoas deficientes visuais e surdocegos é muito mais difícil e complexo do que poderia parecer. Um dos problemas sérios reside no fato de que qualquer “noção” ou definição de deficiência implica uma imagem que nós fazemos das pessoas deficientes. Sempre usamos palavras do tipo “excepcional”, “cego”, “aleijado”, “anormal”, “surdo”, “inválido” etc., temos em mente uma concepção daquilo que estas palavras querem dizer.
O desenvolvimento da educação especial envolveu uma série de estágios durante os quais os sistemas de educação exploraram diferentes formas de responder a pessoas com deficiência. A educação especial foi oferecida, por vezes, como complemento à educação geral e em outros casos foi totalmente segregada.
A deficiência surdocegueira constitui-se um desafio no processo ensinoaprendizagem não só por parte dos alunos que possuem este tipo de deficiência, como também para os professores, que precisam estar devidamente capacitados para a realização satisfatória deste trabalho inclusivo, bem como os deficientes visuais com baixa visão.
Esta pesquisa teve como objetivo Analisar as dificuldades de alunos com deficiência visual e surdocegueira na Educação de Jovens e Adultos (EJA), na disciplina de Ciências Biológicas. A pesquisa foi realizada no Centro de Educação de Jovens e Adultos – CEJA –Situado no bairro Aleixo na cidade de Manaus-Am.
O método qualitativo adotado nessa pesquisa caracterizou-se como uma abordagem fundamental para o conhecimento da prática educativa e percepção dos aspectos que influenciam na realidade da mesma. Dessa maneira, o trabalho de inclusão de alunos com a surdocegueira e deficientes visuais, conseguimos propor novas abordagens para a melhoria do processo inclusivo no âmbito educacional destes sujeitos, principalmente no que tange a disciplina de Biologia.