Normalidade, diversidade e alteridade na história da unidade de educação especial “Professor Astério de Campos”
Neste artigo faz-se uma análise de documentos a respeito das atitudes com relação à diferença na Unidade de Educação Especial “Professor Astério de Campos” (UEESPAC), desde sua fundação em 1960 até o início do século XXI.
Nesta análise documental foca-se em três categorias de análise: a normalidade, a diversidade e a alteridade, respondendo a seguinte questão: o trabalho com os alunos surdos nesta instituição está orientado à normalidade, à diversidade ou à alteridade?
A pesquisa alinha-se aos estudos socioculturais da deficiência que questionam as perspectivas discursivas estabelecidas de normalidade e de anormalidade dos corpos, que fundamentam grande parte do que se diz, do que se faz e do que se quer com a educação de pessoas deficientes, particularmente a de pessoas surdas. Os resultados indicam que os discursos da diversidade predominam, mas já se constata afirmações e ações que levam a alteridade.