INCLUSÃO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa, realizada no Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES), que em sua totalidade analisa a representação social de alunos, professores e técnicos administrativos acerca do termo “inclusão”. Neste trabalho, examinamos as representações sociais de "inclusão" elaboradas por alunos de graduação e mestrado da instituição.
Os dados foram obtidos através de entrevistas semiestruturadas aplicadas a 31 estudantes, que foram analisadas por meio da análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin. As categorias emergentes dessas fontes nos levam a afirmar que a representação social de inclusão dos alunos agrega um conteúdo geral centrado nos seguintes elementos: integração e acesso às pessoas na sociedade e inserção do aluno com deficiência na escola.
As representações sociais obtidas estão pautadas numa tendência de integração de minorias, em que a inclusão vem como forma de igualar/normatizar as pessoas, sendo elas deficientes ou não. Esse conteúdo representacional vem asseverar a não diferenciação do conceito de inclusão, integração e acessibilidade. A respeito de todo o discurso circulante sobre inclusão, essa representação social nos ajuda a compreender a distância entre tal discurso e as práticas correntes na sociedade.
Reconhecemos que essas representações sociais não são estáticas. Para contribuir com este processo de mudança, ações mais significativas como, palestras e debates com o tema inclusão, tem que se tornar práticas constantes na vida acadêmica dos educandos, para que estas intervenções venham produzir a ressignificação deste conceito na comunidade acadêmica