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FONOAUDIOLOGIA E EDUCAÇÃO: CAMINHOS PERCORRIDOS E ESTRADAS A TRILHAR

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Este texto tem como objetivo refletir sobre as contribuições da Fonoaudiologia à Educação Inclusiva e a relação clínica-saúde-escola. Para tanto versa sobre parte da trajetória escolar de um aluno cigano público-alvo da educação especial. As questões aqui apresentadas foram desenvolvidas a partir do recorte de uma dissertação de mestrado, que teve como abordagem metodológica a pesquisa do tipo etnográfica.
As reflexões suscitadas foram elaboradas a partir das análises dos registros feitos no diário de campo. À luz das contribuições de Philippe Meirieu e Edgar Morin busca refletir sobre as práticas pedagógicas no contexto da diversidade e a complexidade que permeia o saber clínico e sua relação com a Educação. O estudo apontou que as práticas transitavam entre tentativas, conservadorismos e resistências.
As frustrações decorrentes de iniciativas pouco planejadas eram geradoras de práticas pedagógicas engessadas as quais desmotivavam a docente – que devido a falta de orientação sobre as especificidades clínicas do aluno contribuía para uma rotina de pouca qualidade para o aprendizado dele. Da mesma forma, o distanciamento da família e o pouco envolvimento dificultava uma boa qualidade nos atendimentos fonoaudiológicos. Assim, esse estudo indica a necessidade de reflexões, problematizações e diálogos sobre essa relação: clínica-saúde-escola e destaca a relevância da atuação conjunta para que se possa garantir acesso e permanência com qualidade.