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Famílias de crianças com paralisia cerebral: perfil e rotina

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Paralisia cerebral (PC) é ocasionada por uma lesão neurológica que afeta o cérebro em seu desenvolvimento, produzindo consequências, essencialmente motoras, e dependendo do dano causado, pode acarretar comprometimentos sensoriais, cognitivos e comportamentais. Crianças afetadas pela PC necessitam de cuidados especiais e exigem das famílias, restruturações que possibilitem o favorecimento do desenvolvimento infantil, aspecto que ressalta a importância dos cuidados parentais.
Tendo isto como base, o objetivo desse estudo foi investigar o perfil de mães de crianças com paralisia cerebral e suas rotinas de cuidados. A investigação proposta de natureza quantitativa utilizou método descritivoexploratório.
Os instrumentos utilizados foram: Inventário Sociodemográfico, Inventário de Rotina (IR) e a escala de Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Foram entrevistadas três mães de crianças com PC atendidas em um hospital universitário em Belém do Pará. Os resultados apontaram famílias com baixa renda em que a mãe se mostrou como a principal cuidadora. As crianças tinham entre dois e oito anos, com comprometimento motor que variava do nível II ao V segundo a GMFCS.
Constatou-se que quanto menor o comprometimento motor da criança menor a necessidade de ajuda nas atividades diárias dispensadas, assim como a presença de fortes redes de suporte social e familiar contribuindo pra a diminuição da sobrecarga das cuidadoras e consequentemente melhora sua qualidade de vida.
O estudo permitiu aprofundar a compreensão da rotina de vida de mães cuidadoras de crianças com paralisia cerebral a partir de uma descrição meticulosa das atividades, companhias, local e tempo gasto em cada uma delas.