Experiência de uma professora surda na EJA com surdos: desafios cotidianos na educação inclusiva
Este relato de experiência integra o trabalho de conclusão do Curso de Especialização Educação de Surdos: uma perspectiva bilíngue em construção. Nosso objeto de estudo é o processo de ensino e aprendizagem realizado com alunos e professora surdos na EJA numa escola pública municipal do Estado do Rio de Janeiro.
Há dezoito alunos surdos com idades entre 15 a 35 anos. A professora surda atua na sala de recursos multifuncionais e numa turma do quarto ano junto a uma professora regente ouvinte. Na sala de aula há trinta alunos ouvintes, três surdos e um intérprete de Libras. Observou-se que um aluno surdo sabia Libras básico e dois que não sabiam Libras. Se eles não conseguem acompanhar o intérprete como vão aprender? Se a comunicação em sala de aula está prejudicada, como os alunos surdos irão se desenvolver?
Foi realizada uma cartografia (Kastrup, 2010) dessa experiência integrada à pesquisa bibliográfica. Procurou-se entender essa inclusão escolar a partir dos conceitos de Vygotsky; a importância da interação social e da comunicação para o desenvolvimento cognitivo. Acerca da EJA nos baseamos em Paiva (2005). Sobre a educação de surdos na EJA consultamos Rogenski (2010) e Marques (2007). Vislumbramos a esperança por um pequeno desequilíbrio desejando que mais educadores se interessem por esse tema, pela relação entre a inclusão escolar de pessoas surdas e a Educação de Jovens de Adultos.