Educação Bilíngue para Surdos: Utopia ou realidade?
Este trabalho teve como objetivo ressaltar alguns dos impactos sociais ocorridos nos doze anos, após o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como a segunda língua oficial do Brasil, por meio da Lei nº 10.436/02.
A referida Lei foi regulamentada pelo Decreto 5.626/05. Para isso, esta pesquisa discutiu as representações sobre a surdez, trazidas nas concepções clínico patológica e sócio
antropológica; abarcou, numa abordagem sócio histórico e cultural, os resultados da influência de uma língua acessível para a construção da linguagem e da identidade surda; ressaltou o papel da Língua de Sinais como responsável para a constituição do sujeito Surdo, bem como forma de respeito sua condição de estar visualmente no mundo.
Trouxe ainda um breve panorama do Bilinguismo como proposta educacional, bem como os desafios inerentes a sua consolidação. Tratou-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico. Assim, como principais autores foram consultados Grosjean (1996), Quadros (1997), Skliar (1997), Fernandes (2005), Stumpf (2009) e Pereira et al. (2011), além de alguns Documentos legais.
Como resultado foi possível observar avanços em relação a algumas políticas públicas, principalmente no que tange ao Município de São Paulo, entretanto, verificou-se que ainda há muitos aspectos a serem alcançados.