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DEFICIÊNCIA VISUAL E PRÁTICA PEDAGÓGICA: DISCUSSÕES SOBRE A INCLUSÃO NA REDE REGULAR DE ENSINO

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O presente artigo busca conhecer e analisar de forma crítica e reflexiva o contexto educacional de um aluno com deficiência visual, incluído na classe regular de ensino, sob a perspectiva de sua professora e sua mãe. Para a realização da pesquisa, que é de cunho qualitativo e de caráter investigativo e descritivo, utilizamos a anamnese como instrumento para coleta de dados, da professora e da mãe.
A mãe relatou que teve uma gravidez desejada e tranquila e a criança nasceu aos nove meses, de parto cesariana. No entanto, apresentou perda de visão de forma progressiva desde o nascimento, devido ao diagnóstico da doença Amaurose Congênita de Lember (ACL), que é uma doença degenerativa, caracterizada pela baixa acuidade visual severa manifestada logo ao nascimento ou no primeiro ano de vida, percebida pelos pais da criança a partir de movimentos anormais dos olhos, com oscilações repetidas e involuntárias.
Com isso, na escola, a professora relatou ser necessário fazer a adaptação de materiais para que o aluno possa realizar as atividades de forma igualitária aos seus colegas, o que nos chamou atenção na prática pedagógica da professora que apesar de não ter formação específica, buscou alternativas e recursos pedagógicas para minimizar as dificuldades do aluno e auxiliar na sua aprendizagem. Concluímos que a todos os envolvidos (escola, professor, aluno, família e comunidade) no processo de ensinoaprendizagem frente à inclusão, precisam se mobilizar para sua efetivação.