Cuidadores e práticas de cuidado à criança com paralisia cerebral na Amazônia
Foram investigadas características sociais e práticas de cuidado de familiares cuidadores de crianças diagnosticadas com paralisia cerebral de 0 a 10 anos, moradoras da região amazônica – Pará – Brasil.
Os instrumentos utilizados foram: Inventário Sociodemográfico; GMFCS – Sistema de classificação da Função Motora Grossa e Escala de Crenças Parentais e Práticas de Cuidado. Os resultados apresentaram o perfil dos cuidadores como sendo em sua maioria mulheres, jovens, vivendo em união estável e mães, vivendo em contextos de pobreza em que 52% das famílias sobreviviam com renda de 1 a 2 salários mínimos, recorrendo em 88% dos casos a algum tipo de suporte financeiro governamental.
Observou-se um alto índice de respostas às práticas pertencentes aos sistemas: cuidados primários e contato corporal, destacando forte preocupação dos pais com os aspectos referentes à sobrevivência e conforto das crianças. O que se mostra esperado, tendo em vista as especificidades na alimentação e o risco de adoecimento constante. As principais ações dos cuidadores giraram em torno da alimentação, higiene, mater-se sempre por perto, evitar acidentes e demonstrar carinho.