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A INCLUSÃO ESCOLAR NA CLASSE COMUM SOB A ÓTICA DOS PROFESSORES

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O presente estudo objetivou levantar e analisar as concepções dos professores sobre o processo de escolarização de alunos com deficiência na classe comum e verificar as suas necessidades de formação.
Utilizando-se de uma abordagem quantitativa, a coleta de dados ocorreu por meio de um questionário fechado aplicado a 904 professores de diferentes regiões dos pais, participantes de um de curso de Aperfeiçoamento em Práticas Educacionais Inclusivas na modalidade Educação a Distancia (EAD), oferecido pela UNESP, com apoio do Ministério da Educação. O resultado demonstra que 65,71% dos professores, tem como crença que todo aluno com deficiência apresenta problema comportamental, dividindo-se na afirmação de que o aluno com deficiência atrapalha a aula do colega que não tem deficiência.
Acredita-se também que no ponto de vista da maioria dos participantes da pesquisa, os alunos com deficiência não são capazes de estudar e que a inclusão de tais estudantes é prejudicada pela falta de um Projeto Político Pedagógico inclusivo. Desta forma, observa-se que a inclusão escolar ainda é incipiente em relação à qualidade do processo, pois diferentes variáveis interferem neste, desde a prática pedagógica que valoriza as diferenças até mudanças organizacionais, e políticas.
Espera-se que este estudo contribua para a efetivação de programas de formação continuada que considere os apontamentos realizados e reflexões sobre a formação inicial no âmbito dos cursos de licenciaturas que inspire políticas públicas educacionais que apoiem a inclusão escolar, como por exemplo, o trabalho colaborativo, a parceria com a rede de apoio, entre outros.