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Paralisia cerebral é ocasionada por uma lesão neurológica que afeta o cérebro em seu desenvolvimento inicial, produzindo consequências essencialmente motoras, e dependendo da área lesionada, comprometimento cognitivo. Crianças com essa deficiência necessitam de cuidados especiais e exigem das famílias restruturação que possibilite seu desenvolvimento adequado.
Assim, investigou-se a rotina de famílias com crianças com paralisia cerebral. Utilizouse uma metodologia exploratória-descritiva de cunhos quantitativo e qualitativo e o Inventário de Rotina (IR). Foram entrevistadas três mães de crianças com PC atendidas no Serviço Caminhar do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza.
Os resultados apontaram que mães de crianças com PC tendem a dispor a maior parte do seu tempo aos cuidados com o filho em detrimento do tempo de dedicação a si mesma, incluindo cuidados com sua saúde.
Este padrão comportamental é gerado por influência dos níveis de comprometimento motor e de autonomia da criança - quanto maior o nível de comprometimento motor, menor o nível de autonomia e maior é a sobrecarga de cuidado da mãe. Outro dado importante foi que na rotina das mães estudadas houve a presença de fortes redes de suporte social-familiar contribuindo à diminuição da sobrecarga da cuidadora e consequentemente melhora sua qualidade de vida. Assim, afirma-se a importância do investimento em politicas que incentivem a formação de redes de suporte às famílias de crianças com paralisia cerebral.