O presente trabalho buscou entender como o capacitismo se configura na educação Profissional e Tecnológica, a fim de que se possa pensar não apenas a inclusão de alunos com deficiência na escola, mas também garantir seu acesso a um ensino de qualidade, sua permanência e participação social nesse ambiente de aprendizagem. Essa pesquisa teve por objetivo, analisar os principais estudos referentes ao capacitismo, com ênfase na educação Profissional e tecnológica, identificando as barreiras, que por vezes contribuem para o preconceito e discriminação que categoriza indivíduos com base na conformidade de seus corpos a um padrão de capacidade funcional. A investigação se deu por meio de categorias distintas: conceitos ligados ao capacitismo e identificação das barreiras que obstaculizam o acesso e a permanência de pessoas com deficiência nas instituições acadêmicas. Essas conclusões foram obtidas por meio de uma revisão integrativa de literatura, abrangendo artigos publicados no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), durante o período compreendido entre 2018 e 2023. Os resultados indicaram que práticas capacitistas perpetuam a vulnerabilidade das pessoas com deficiência, contribuindo para disseminação do preconceito, opressão e discriminação, principalmente no contexto educacional que foi objeto de estudo.