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A perspectiva inclusiva adotada pelas políticas educacionais desafia os profissionais da educação na garantia da permanência e da aprendizagem dos alunos público-alvo da Educação Especial. Defende-se assim, a formação continuada crítico-reflexiva de professores, sustentada pela racionalidade comunicativa de Habermas, como possibilidade para se construir práticas pedagógicas favorecedoras da aprendizagem de todos. Objetiva-se, aqui, tecer reflexões iniciais acerca das perspectivas de formação continuada apresentadas por professores de uma escola municipal, problematizando os espaços-tempos destinados à formação continuada voltada para o processo de inclusão escolar. De natureza qualitativa, a pesquisa-ação empreendida vale-se, na coleta dos dados aqui apresentados, de observação participante e de entrevistas semiestruturadas. Realiza-se uma análise de conteúdo, à luz da teoria crítica de Habermas. Conclui-se que, de forma geral, as perspectivas de formação continuada dos profissionais ainda se sustentam na racionalidade instrumental, com alguns indícios de avanços rumo à racionalidade comunicativa. Percebe-se também que viabilizar espaços-tempos de formação continuada no contexto da escola ainda se configura como um desafio para a organização escolar e, consequentemente, para o processo de inclusão escolar.
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