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Meu trabalho teve como objetivo apresentar o preparo da receita de beiju com amendoim e sua importância cultural para a comunidade Kaiabi. O povo Kaiabi/kawaiwete são de origem ancestral do rio Teles Pires que foi transferido para o Xingu pelos irmão Vilas Boas em 1961, devido ao avanço de seringueiros, madeireiros e epidemia de gripe devido a baixa imunidade da população naquela época. Atualmente além de ocupar parte de seu território ancestral os kaiabi também ocupa a região do Baixo Xingu com uma população de aproximadamente 3100 pessoas. O processo de beiju é todo realizado pelas mulheres da aldeia e o beiju é servido para todos, exceto meninas adolescentes que tiveram a primeira menstruação ou que estão na reclusão, tanto meninos quanto meninas adolescentes. A mandioca brava é colocada no Rio e após três dias fica mole e é descascada para deixar no sol. Dessa massa as mulheres pegam para socar no pilão, junto com o amendoim descascado e passado na peneira, em seguida coloca um pouco de água para passar outra vez na peneira. Essa massa é colocada no tacho de barro para assar o beiju (manioko'oewat). Além da importância alimentar, o beiju também tem uma dimensão cultural e é um alimento sagrado para o nosso povo, não podendo ir ao rio após comer desse beiju, pois atrai o karuat (espírito dono do amendoim) que pode pegar a alma da pessoa e deixá-la doente. Assim é preparado o beiju e suas regras devem ser seguidas. Meu nome é Jywateju Kayabi, sou acadêmico da Educação Intercultural Indígena da UFG e esse trabalho foi desenvolvido sob a orientação das professoras Lorena Dall'Ara Guimarães, Katia Kopp e Mônica Veloso Borges.
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