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EntrarRESUMO
Em uma termoelétrica a carvão, estima-se que são geradas cerca de 900 mil toneladas de cinzas volantes por megawatt-hora (MWh) de energia elétrica gerada, sendo este um problema para as empresas geradoras. Deste modo é importante investigar novas aplicações para este resíduo, minimizando assim os impactos ambientais. Uma alternativa para este panorama pode ser o reaproveitamento das cinzas na indústria cimenteira, como agregado adicionado ao concreto. Considerando-se estes fatos, o presente trabalho propõe uma forma ambientalmente correta do uso de cinza volante como aditivo em concreto estrutural, em substituição parcial ao cimento Portland. Adotaram-se os teores de substituição de 6, 16 e 26% e uma mistura de referência contento 100% de cimento Portland (CP IV-32 RS) ao qual se compararam os resultados. Os corpos de prova foram preparados conforme a NBR 7215:2019. A cinza volante foi caracterizada por análises químicas e também análise granulométrica e microscópica. Foram realizados ensaios de resistência à compressão axial após 7, 14 e 28 dias de cura, de absorção de água por capilaridade e imersão, segundo prescrições da ABNT. Adicionalmente, realizou-se ensaios eletroquímicos para avaliar a eficiência de inibição das reações de corrosão em um meio agressivo. Mineralogicamente, as cinzas são constituídas por quartzo (principalmente), mulita, e hematita e caracteriza-se como um material amorfo com diâmetro médio de 43 µm. Os resultados indicaram que a adição de 6% de cinza melhora as características físicas do material bem como melhora a resistência à corrosão, conferindo uma eficiência de inibição de 45% após 30 dias de imersão em solução contendo íons sulfato.
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