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EntrarA exploração de carvão em Santa Catarina é parte importante da história do estado, tendo contribuído não apenas em aspectos econômicos como também em aspectos culturais da região. Contudo, a exploração de um recurso natural como o carvão deixou na região carbonífera consequências e efeitos adversos ao meio ambiente, trazendo consequências de sua exploração desenfreada até os dias atuais.
Dentre as consequências da mineração, a drenagem ácida de minas (DAM) destaca-se como responsável pela poluição hídrica, provocando alterações significativas no pH das águas e promovendo a solubilização de metais pesados tóxicos. É gerada pelo intemperismo de minerais sulfetados (como pirita, FeS2), onde a oxidação da pirita gera íons (H+ e SO4-2) na solução e que são responsáveis pela lixiviação de ácidos e metais no ambiente, que continuam reagindo por muito tempo após o fechamento da mina.
O Programa de Recuperação Ambiental da Bacia Carbonífera de Santa Catarina mapeou e cadastrou, com o auxílio da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, 818 bocas de minas abandonadas em toda a região carbonífera. Cerca de 25% destas bocas de minas promovem a saída de drenagem ácida, condição que indica uma urgência de alternativas voltadas ao tratamento destas águas. O presente estudo justifica-se vez que são poucos os estudos relacionados ao tratamento de drenagens ácidas na região, apesar do grande impacto aos recursos hídricos catarinenses que tais efluentes representam.
O objetivo principal deste projeto é dimensionar e definir os parâmetros necessários para se construir uma máquina dosadora de aditivos que neutralize o pH de águas contaminadas com drenagem ácida de mina. A máquina atuará de forma semi-automatizada sendo controlado por um microprocessador.
Determinou-se então que o equipamento será composto por quatro tanques de tamanhos e formatos diferentes, sendo os dois primeiros para armazenamento do aditivo e mistura deste com a água, e os dois subsequentes para a decantação das partículas sólidas geradas pela neutralização. Todo o equipamento será alimentado por um sistema híbrido de geração de energia elétrica, esse sistema será integrado por uma roda d'água utilizando o fluxo de água do rio para a geração de energia elétrica, painéis fotovoltaicos e um banco de baterias acoplado.
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