REJEITO DE CARVÃO E RESÍDUO PLÁSTICO: O PROBLEMA DE UM, É A SOLUÇÃO DO OUTRO

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Meio Ambiente
  • Palavras chaves: Resíduo de mineração de carvão; Resíduo plástico; Compósitos; Ecomateriais;
  • 1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Resumo

O processo de mineração em uma indústria carbonífera é responsável pela geração de grande volume de residual, 60% do total extraído é rejeito, que é enviado para uma barragem controlada devido ao seu potencial efeito toxicológico quando exposto ao meio ambiente, principalmente pela formação de drenagem ácida. Por outro lado, o consumo de polímeros tem crescido a uma taxa anual de 5%, superior a 300 milhões de toneladas/ano. Sendo assim, o objetivo deste trabalho é investigar a formulação de um compósito de matriz polimérica reciclada de e rejeito da extração do carvão mineral, visando um sistema hidrofóbico com o intuito de diminuir a formação de drenagem ácida do rejeito de carvão e obter propriedades de interesse na produção de perfis utilizados em decks. Desta forma, é apresentada a caracterização dos compósitos produzidos por intrusão, com frações de 5 e 10% de resíduo de carvão com matriz de polipropileno reciclado, avaliados em paralelo por compósitos com 10% de madeira (tradicional) usualmente produzidos e utilizados como perfis de decks. A caracterização foi realizada através da avaliação do comportamento mecânico e térmico desses materiais, como também o potencial de formação de drenagem ácida e o efeito ecotoxicológico dos lixiviados produzidos. Os resultados demonstram acréscimo do comportamento mecânico, tanto da tensão máxima de ruptura e rigidez do material através da presença do resíduo de carvão mineral na formulação. O uso do resíduo de carvão mineral também lhe conferiu uma maior resistência à degradação térmica, quando comparado ao material lignocelulósico produzido. As amostras dos lixiviados não apresentaram formação de drenagem ácida, compatível a presença do resíduo de carvão mineral na formulação dos materiais, posto que, o uso de polímeros hidrofóbicos tende a bloquear a interação do resíduo de carvão com o meio formador ácido. Sendo assim, apenas a amostra do resíduo de carvão apresenta propriedades tóxicas quando avaliada de maneira isolada, entretanto ao ser usada na formulação de compósitos torna-se um material inerte.

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