AVALIAÇÃO FLUIDODINÂMICA DE MISTURAS DE CARVÃO MINERAL E SERRAGEM DE EUCALIPTO EM LEITO FLUIDIZADO BORBULHANTE

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Meio Ambiente
  • Palavras chaves: biomassa; Carvão mineral; fluidização;
  • 1 Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • 2 Centro Universitário UNISATC

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Resumo

A compreensão da fluidodinâmica de misturas de biomassas e carvão mineral é parâmetro fundamental para os projetos e operações em caldeiras ou reatores de leito fluidizado. Desta forma, o trabalho estuda a influência do percentual de misturas binárias e ternárias de biomassa, carvão mineral e inerte na fluidodinâmica de um leito fluidizado em escala laboratorial, comparando os resultados com os da literatura existente. A biomassa utilizada é a serragem de eucalipto oriunda do processo de confecção de utensílios de madeira e o carvão mineral é originário de uma jazida da Colômbia. O material inerte utilizado é a areia comercial do tipo média. Os materiais foram caracterizados quanto ao seu diâmetro médio de partícula, massa específica real, massa específica de carga, esfericidade, razão de aspecto, análise elementar, análise imediata, análise termogravimétrica e poder calorífico. Foram realizados testes de misturas binárias e ternárias de biomassa, carvão mineral e inerte em proporções de 5,10 e 20% em massa em relação a massa total do leito. Os testes foram realizados em bancada de fluidização composta por um reator de 94mm de diâmetro interno e as variáveis medidas foram a vazão volumétrica de ar e a queda de pressão ao longo do leito. Todas as misturas estudadas apresentaram um comportamento de fluidização em regime de leito borbulhante sem a presença de caminhos preferenciais ou pistonamentos. Entretanto, as misturas com 10 e 20% de biomassa apresentaram pequenas aglomerações e segregação de partículas após a fluidização. A velocidade mínima de fluidização, para todas as misturas contendo apenas carvão e inerte, praticamente não sofreu alteração, permanecendo em 0,12m/s. Já para as misturas de biomassa e inerte e de biomassa, carvão mineral e inerte, a velocidade mínima de fluidização variou de 0,11 a 0,39m/s, sendo aumentada à medida que a quantidade de biomassa foi adicionada à mistura. Os resultados dos testes em relação ao comportamento fluidodinâmico do leito apresentaram-se coerentes com os resultados encontrados na literatura.

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