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PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DE SAÚDE COM O LIVRO “MINHA PRIMEIRA INTERNAÇÃO”

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O adoecimento na infância é considerado fator de risco psicológico, pois a criança é mais sensível às mudanças de rotina e privações de um tratamento de saúde, bem como está influenciada por características próprias do adoecimento. Estudos da área revelam que as crianças têm pouco conhecimento acerca de seu próprio quadro de saúde, apesar de ser uma premissa abordada nos Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizados. De acordo com Broening (2008), a preparação psicológica pode ajudar a promover estratégias de enfrentamento ao contexto hospitalar, bem como ajudar a criança a interpretar os eventos comuns à hospitalização de forma mais adaptativa. A preparação pode ocorrer em várias etapas do processo de saúde e para diferentes procedimentos como injeções, punções, inalações, etc. Diante da ausência de um instrumento voltado para a preparação psicológica ao contexto de internação pediátrica, foi criado o livro “Minha Primeira Internação” diante das principais necessidades observadas no serviço: a apresentação do ambiente hospitalar, de profissionais encontrados e principais procedimentos realizados, além de trabalhar especificamente questões emocionais frequentes na hospitalização infantil. Os objetivos do instrumento foram: elaborar e testar uma proposta de preparação psicológica para internação infantil, utilizando recursos lúdicos; minimizar a ansiedade inicial, comportamentos concorrentes com a prática hospitalar e o medo de procedimentos desconhecidos e/ou invasivos; e aumentar o conhecimento das crianças no que tange a doença e o tratamento. Observou-se que as crianças que passaram pela intervenção lúdica apresentaram níveis mais baixos de ansiedade e de reações adversas, bem como conseguiram descrever melhor as profissões dos profissionais encontrados no ambiente hospitalar e os exames realizados. Percebeu-se que, comumente, as crianças buscaram associar os elementos da história às suas experiências, que o livro demonstra ser um importante instrumento de vinculação com as crianças e suas famílias, além de oferecer modelos de comportamento à criança e à família e representar também um meio de alívio do estresse no contexto hospitalar. Espera-se que esta e outras propostas de preparação para procedimentos sejam incorporadas pelas equipes de saúde no atendimento pediátrico, com o objetivo de compreender a criança como protagonista de seu próprio processo de saúde e favorecer um enfrentamento mais adaptativo ao serviço hospitalar pediátrico.