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As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem um grave problema de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2013, corresponderam a 72% das causas de morte, estando entre as mais comuns, no Brasil, os cânceres, as doenças cardiovasculares e o diabetes mellitus. Ademais, o avanço no tratamento do HIV, ocorrido ao longo dos anos, fez com que a infecção pelo vírus desenvolvesse características de uma doença crônica. Em 2016, estimou-se que 827 mil pessoas viviam com HIV, sendo que 112 mil não sabiam que estavam infectadas. Os gastos com as doenças crônicas acabam sendo altos uma vez que, por serem doenças de longa duração, demandam mais ações, procedimentos e serviços de saúde. Podem apresentar curso clínico que varia ao longo do tempo, gerando incapacidades, significativo número de internações e perda de qualidade de vida. Por apresentarem tais características, as doenças crônicas frequentemente demandam um apoio social maior por parte de membros da família, que acabam encontrando-se como cuidadores de pessoas vivendo com cronicidades. Nesse contexto, o INTEGRA, grupo de estudos e intervenções em psicologia, cronicidades e políticas públicas, formado por estudantes, professores, pesquisadores e psicólogos voluntários da Universidade de Brasília, ofereceram duas oficinas, cada uma com duração de cinco encontros. Uma das oficinas foi voltada para pessoas vivendo com cronicidades e teve por objetivo conhecer de que maneira a doença impacta sua vida. A outra oficina foi voltada para seus cuidadores e teve por objetivo conhecer as repercussões de acompanhar e cuidar de alguém que vive com doença crônica no cotidiano de cuidadores não profissionais. Fez parte do objetivo das duas oficinas desenvolver estratégias de promoção de saúde para os respectivos públicos. Foram oficinas terapêuticas baseadas na educação dialógica, crítica e emancipatória definida por Paulo Freire e, também, na abordagem Psicodramática de J.L. Moreno. As oficinas ocorrerão no Centro de Estudos Psicológicos da Universidade de Brasília (CAEP - UnB) com encontros semanais nos quais foram trabalhados, em cada grupo, temas que foram sugeridos pelos participantes em seu primeiro encontro. Os temas tiveram como base estratégias de autocuidado, o sentimento de culpa, a falta de tempo, a convivência com sintomas das cronicidades e o medo da doença. Considerou-se importante identificar e promover o potencial de saúde dos participantes e a oficina atingiu seus objetivos terapêuticos de ser um espaço para compartilhamento de experiências, reflexão e construção de estratégias de autocuidado.