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Intervenções psicológicas no acompanhamento de pacientes com HIV

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Este trabalho tem como objetivo apresentar a frequência e natureza de intervenções realizadas em atendimentos de pessoas que vivem com HIV, acompanhadas pelo projeto Com-Vivência – Ações Integradas de Estudo e Atendimento à Pessoa Vivendo com HIV/AIDS e Familiares. Criado em 1996 como uma atividade de extensão universitária, o projeto consolidou-se como um serviço estruturado do Hospital Universitário de Brasília - HUB. Foi desenvolvido um estudo descritivo dos atendimentos realizados por uma Residente de Psicologia do Programa Multiprofissional por um período de 10 meses. Categorias de intervenções foram definidas, descritas e contabilizadas ao final de cada atendimento realizado no contexto ambulatorial e de internação. Ao final da coleta foi realizada uma análise estatística descritiva da frequência relativa das intervenções realizadas na amostra. Foi realizado um total de 95 atendimentos, onde 16% do total absoluto de atendimentos realizados foram destinados a familiares ou cuidadores dos pacientes; 84% representa o percentual de atendimentos destinados aos pacientes. Foram avaliadas 11 categorias predominantes de intervenções - Educação em Saúde (25%), Validação das Emoções (19%), Suporte Psicológico (18%), Psicoeducação (11%), Anamnese (8%), Acolhimento (8%), Ressignificação do contexto (6%), Treino em Enfrentamento (2%); Treino em relaxamento (1%), preparação para procedimento (1%) e treino em habilidades sociais (1%). As intervenções mais frequentes na amostra apontam para a necessidade do desenvolvimento de habilidades de comunicação eficientes entre profissional de saúde e paciente. Intervenções com o foco em educação em saúde, suporte psicológico, validação das emoções e acolhimento, quando realizadas no contexto da saúde, requerem uma comunicação de qualidade estabelecida entre paciente-família-equipe de saúde a fim de promover o fortalecimento das relações de cuidado e melhora na adesão ao tratamento. Frente às especificidades do tratamento do HIV/AIDS, que envolve a necessidade do uso contínuo de antirretrovirais, convivência com o estigma e preconceito ainda relacionados a este diagnóstico, uma boa adesão ao tratamento é fator determinante para a manutenção de um acompanhamento adequado e prevenção de situações de risco e agravo da doença. As intervenções descritas no estudo são recursos importantes para a promoção de uma boa adesão e fortalecimento de estratégias de enfrentamento adaptativas.