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FATORES PROTETIVOS E DE RISCO E SUA RELAÇÃO COM A AUTOEFICÁCIA: ESTUDO TRANSVERSAL COM ALUNOS NO ENSINO MÉDIO

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No âmbito da psicologia positiva, fatores de risco e de proteção são valiosos indicadores nos processos de escolarização e socialização na adolescência. Igualmente, a compreensão dos recursos pessoais e sociais vivenciados na juventude faz-se relevante por indicar condições de adaptação/enfrentamento aos desafios nessa etapa evolutiva. Objetivou-se, no presente estudo, analisar as relações entre a autoeficácia e fatores protetivos e de risco e a percepção de jovens escolares sobre esses fatores, bem como tais fatores predizem o senso de autoeficácia juvenil. Participaram 526 alunos do ensino médio, com idades entre 14 e 23 anos. Trata-se de pesquisa exploratória, correlacional, explicativa e transversal, e de uma amostra probabilística estratificada e conglomerada de acordo com as sete regiões administrativas de uma cidade da Zona da Mata mineira. Foram utilizados o Questionário Juventude Brasileira, a Escala de Autoeficácia e um roteiro de entrevista semiaberto. Os dados foram submetidos à análise descritiva, frequencial, variância ANOVA e Kruskal Wallis, Correlação de Pearson, Regressão linear múltipla (Durbin-Watson) e as entrevistas à análise de conteúdo temática e frequencial. Constataram-se associações positivas entre autoeficácia e conexão com a escola, família, comunidade e perspectiva de futuro, e negativas com ideação suicida e reprovação. Já os eventos estressores apresentaram associações positivas e negativas com a autoeficácia, sendo que dentre todos esses fatores, alguns foram ainda preditores da autoeficácia. A análise qualitativa indicou a presença de indicadores de risco (falta de habilidade de resolução de problemas, combate uso de drogas, condutas adequadas para problemas de aprendizagem e mais diálogo na construção disciplinar), e de proteção (suporte afetivo e instrumental, clima escolar salutar, relações positivas com colegas e docentes, imagem positiva dos jovens, incentivos a novos projetos). Tais achados indicam que diversos fatores podem influenciar as crenças de autoeficácia contribuindo (ou não) para que os desafios enfrentados resultem em uma melhor adaptação juvenil. Ressalta-se a família e as instituições educacionais e comunitárias como espaços protetivos na prevenção de danos e na promoção de qualidades positivas, demandando iniciativas mais promissoras de cooperação entre esses sistemas. Aponta-se a escola como o ponto de partida para toda e qualquer ação educativa relativa à população juvenil, e de integração entre os referidos níveis.