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A LUTA COTIDIANA PELO ‘TORNAR-SE’ MULHER

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 Introdução. Contextualização, aspectos teóricos e o(s) objetivo(s): Na sociedade há os gêneros masculino e feminino, que são atrelados ao indivíduo com base em sua genitália. Pessoas que possuem pênis são classificadas como homens e as que têm vagina, mulheres. Todavia, nem sempre esta regra se aplica a todos os indivíduos, ou seja, pode haver uma identidade diferente do sexo imposto ao nascimento. A este fato, é dado o nome de Identidade de Gênero, ou seja, o gênero em que o indivíduo se percebe. Em relação à identidade de gênero, as pessoas podem ser classificadas em dois grandes grupos: cisgêneros (ou por abreviação: cis), onde a genitália e o gênero (sexo) atribuído ao nascimento estão em consonância e transgêneros (ou transexuais, ou ainda a abreviação trans), onde a genitália não está em consonância com o gênero (sexo) atribuído ao nascimento. Por exemplo, uma pessoa que nasce com pênis e a esta atribui-se o sexo masculino e não há contestação, é considerada cis. Já uma pessoa que nasça com um pênis e a ela seja atribuído o gênero (sexo) masculino, haja contestação e esta tenha sua construção psicossocial quanto mulher, tem-se uma pessoa trans. Estes fatores são estruturais no que tange ao já consagrado entendimento de que pessoas adoecem de formas diferentes a depender de fatores como classe social, raça/cor e, claro, o gênero.

- Método (nas pesquisas) ou Desenvolvimento do trabalho (nos relatos de experiência): exposição dialogada do tema.

- Resultados e/ou impactos: despertar nas pessoas participantes (da mesa e do auditório) a percepção da estruturalidade das questões de gênero nos processos de construção de ações e políticas de prevenção e promoção de saúde, tendo em conta que as pessoas adoecem de formas diferentes de acordo com seu gênero e identidade de gênero e também sexualidade.

- Considerações finais: é fundamental que o tema gênero/identidade de gênero seja debatido em pesquisas que visem atuação em saúde pública, SEMPRE, com acompanhamento de pessoas trans desde o planejamento até as decisões finais dos processos. “Nada sobre nós sem nós!”