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PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO DAS GESTANTES COM SÍFILIS NO DF E BRASIL NO PERÍODO DE 2005 A 2015

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O panorama mundial acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis é preocupante e, da sífilis, em especialmente a gestacional, é alarmante. De acordo com a OMS, a expectativa é de que mais de um milhão de novas IST ocorram diariamente, aproximadamente 357 milhões ao ano. Nos últimos 5 anos, no Brasil, constatou-se aumento dos casos de sífilis gestacional, podendo ser relacionado, de acordo com o Ministério da Saúde, com o aumento da cobertura de teste, maior uso de testes rápidos, menor uso de preservativos, resistência dos profissionais na administração da penicilina na Atenção Básica, desabastecimento global de penicilina, entre outros. Diante desse cenário, o objetivo do presente trabalho é elucidar a situação do Distrito Federal em comparação com o panorama nacional, longitudinalmente (2005 a 2015), em seis diferentes aspectos sócio-epidemiológicos da sífilis gestacional: casos e taxas de detecção, casos segundo idade gestacional, faixa etária, escolaridade, raça ou cor, esquema de tratamento; e em dois aspectos da sífilis congênita: segundo informação sobre realização de pré-natal da mãe e informações sobre tratamento dos parceiros. A pesquisa foi realizada pela análise dos dados secundários disponibilizados pelo banco de dados de indicadores de Sífilis do Departamento de AIDS do Ministério da Saúde, acessados em www.aids.gov.br/indicadores, além de sistematização conjunta com dados dos Boletins Epidemiológicos de Sífilis do Ministério da Saúde. Concluiu-se pelos dados atualizados disponíveis (2015) aspectos do serviço prestado: Taxa de detecção do DF é baixa (quase metade), período do diagnóstico não é ideal (apenas 40,5% no 1º trimestre). Do ponto de vista sociodemográfico das pacientes com sífilis gestacional: maioria possui 15 a 29 anos (66,9%), não possui Ensino Médio completo (85,6%), maioria de pacientes pretos e pardos (50,7%); das pacientes tratadas, 96,1% com Penicilina. Nos casos de sífilis congênita, obtiveram-se achados: 80% das pacientes são informadas sobre a necessidade da realização de pré-natal mas 70% não são informadas da necessidade de tratar seus parceiros. A vigilância epidemiológica possibilitada pela análise dos dados da pesquisa objetiva controle da transmissão vertical do acompanhamento do comportamento da infecção, traçando medidas terapêuticas, de prevenção e controle mais eficazes. Finalmente, elucida-se importância preventiva e promocional, de forma que a apresentação para a comunidade médica, cientificamente engajada, desses achados, pode aumentar ainda mais seu alcance, gerando medidas de promoção e prevenção de saúde no âmbito territorial.