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GÊNERO, SAÚDE MENTAL E VIOLÊNCIA: IMPACTOS ADVERSOS DA VIOLÊNCIA CONJUGAL PSICOLÓGICA NA SAÚDE MENTAL DE MULHERES

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TÍTULO: GÊNERO, SAÚDE MENTAL E VIOLÊNCIA: IMPACTOS ADVERSOS DA VIOLÊNCIA CONJUGAL PSICOLÓGICA NA SAÚDE MENTAL DE MULHERES.
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é um grave problema de saúde pública, que perpassa diferentes sociedades, culturas e classes sociais. No Brasil, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) – que completou 10 anos em 2016 – tipifica e criminaliza cinco formas de violência no âmbito doméstico/conjugal contra a mulher: física; psicológica; sexual; moral; e patrimonial. A violência psicológica costuma ser citada, em trabalhos e pesquisas, de forma secundária ou associada às modalidades de violência física e sexual; contudo, suas consequências para a saúde mental de mulheres vítimas de seus parceiros ainda são pouco estudadas. Entretanto, apesar da comum invisibilidade desta forma de abuso, a violência psicológica é tão ou mais danosa para as vítimas como os outros tipos de violência, pois além do adoecimento psíquico que advém da perda da autoestima por parte destas mulheres, a violência psicológica está presente, também, em todas as outras formas de violência conjugal, servindo como base e “porta de entrada” para as mesmas.
MÉTODO: Este trabalho faz parte da pesquisa de mestrado da autora, que consistiu em um levantamento bibliográfico da literatura brasileira, em psicologia, sobre a violência conjugal psicológica contra as mulheres, no período de 2006 a 2016.
IMPACTOS: Os transtornos psiquiátricos mais encontrados nas mulheres que sofrem violência psicológica são: Depressão, Ansiedade e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). É importante ressaltar a comorbidade entre estes distúrbios – o que intensifica o sofrimento das vítimas. Além disso, o comprometimento das diferentes esferas (emocional, afetivo-familiar, social, acadêmico-profissional) nas vidas destas mulheres também é bastante comum.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Este trabalho de reflexão buscou compreender a complexidade do fenômeno da violência psicológica contra a mulher, perpetrada pelo parceiro íntimo, e o consequente adoecimento mental das vítimas submetidas a esta modalidade de violência de gênero. Muitas vezes, naturalizada e banalizada – e também considerada uma forma “secundária e menos grave” de abuso – a violência psicológica, na verdade, revela-se como o lócus da conjugalidade violenta: os abusos físicos e sexuais só se instalam e se perpetuam alicerçados pela violência psicológica. Urge o (re) conhecimento desta modalidade de violência contra as mulheres para que estratégias de intervenção e prevenção possam ser pensadas. É imprescindível o desenvolvimento de programas de conscientização sobre esta problemática para homens e mulheres, assim como a construção de estratégias de empoderamento para as mulheres.