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FONTES DE INFORMAÇÃO E MÉTODOS DE CONTRACEPÇÃO EM ADOLESCENTES E ADULTAS DA REGIÃO DO TRAIRÍ DO RN

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Embora haja um esforço dos profissionais e gestores em saúde em instituírem campanhas educativas sobre métodos contraceptivos, a gravidez indesejada e contaminação por doenças infecciosas é ainda uma grande preocupação, particularmente entre os grupos mais jovens, como as adolescentes. Estudos que visem compreender as fontes de informação e o uso de métodos contraceptivos podem auxiliar o direcionamento de ações educativas para grupos especiais. O presente estudo teve como objetivo comparar as principais fontes de informação e o uso de métodos contraceptivos entre gestantes adolescentes e adultas da região do Trairi no estado do RN. Trata-se de uma análise transversal do projeto AMOR (Adolescence and Motherhood Research) realizada entre julho de 2017 a março de 2018 com 50 gestantes adolescentes (13 a 18 anos) e 45 gestantes adultas (23 a 28 anos), todas em sua primeira gestação. As participantes foram questionadas sobre qual a sua principal fonte de informação acerca de métodos contraceptivos e sobre quais métodos já utilizou. As respostas dos grupos foram comparadas pelo teste Qui-Quadrado, sendo adotados valores p<0.05 para significância estatística. O estudo seguiu os preceitos éticos e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas do Trairi/UFRN e foi financiado pela Fogarty International Center do Instituto Norte americano de Saúde com o número: R21TW010466. As fontes de informações sobre métodos contraceptivos citadas pelas participantes foram: professor; parceiro; família; amigos; médico; Tv/livros/outros. Vinte e oito porcento (n=14) do grupo de adolescentes e 8% (n=4) do grupo das adultas referiram que não tiveram nenhuma fonte de informação. A família foi apresentada como a principal fonte de informação sobre os métodos contraceptivos entre as adolescentes (n=19, 38%) e no grupo de mulheres adultas a TV, livro e/ou outras fontes constituíram-se na principal fonte (n=13, 28,9%). O grupo de adultas referiu maior utilização dos métodos contraceptivos 44 (97,8%), em relação às adolescentes 41 (82%) (p-valor<0,05). Não houve diferença estatística em relação ao tipo de método utilizado entre as adolescentes, enquanto que a pílula mensal (p<0.01) e o coito interrompido (p<0.05) foram os métodos mais referidos pelo grupo das mulheres adultas. Apesar da diversidade citada em relação às fontes de informação sobre os métodos contraceptivos, o profissional de saúde não se apresentou como um dos principais informantes o que pode indicar necessidade de reforçar atividades de educação em saúde no intuito de promover e prevenir a gravidez precoce e infecções sexualmente transmissíveis na adolescência.