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Avaliação de contexto do Programa Famílias Fortes: barreiras e facilitadores do processo de implementação

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Compreender quais fatores externos impactam na entrega e no funcionamento de uma intervenção permite refiná-la, identificando aspectos dificultadores e facilitadores para sua implementação. Avalia-se o contexto da implementação do Programa Famílias Fortes (10-14), que visa prevenir o uso problemático de álcool, tabaco e outras drogas, e outros comportamentos de risco à saúde em crianças e adolescentes por meio do fortalecimento de vínculos familiares. O estudo analisa os fatores contextuais que atuaram negociação entre governo municipal e federal; b) articulação local; c) mobilização dos serviços; d) como barreiras e facilitadores nas etapas de: a) formação da equipe; e) divulgação às famílias; f) organização dos encontros, e g) execução do programa na região Nordeste do Brasil. Realizou-se estudo empírico quanti-quali com deduções priorísticas e apriorísticas de análise oriundas de 16 entrevistas e 2 grupos focais com pessoas responsáveis pela gestão, supervisão e implementação do PFF. A análise dos dados se fundamenta na Teoria da Ação do PFF e na estratégia de avaliação de processos CICI (Contexto e Implementação de Intervenções Complexas). Os resultados mostram que, na fase de negociação, o contexto político se sobressai como barreira em 88% das unidades de análise, já os agentes da gestão foram facilitadores correspondendo a 66%. Na etapa de articulação, o contexto político se destaca como barreira (46%), enquanto que as ações dos agentes de implementação como facilitadoras (50%). Na fase de mobilização, o contexto político ainda é a principal barreira (52%), e são facilitadores as ações e estratégias dos agentes da implementação (53%). Quanto à etapa de formação, as ações dos agentes de implementação representam barreiras (61%) como facilitadores (59%). Já no elo divulgação, os aspectos socioculturais dificultaram o programa (46%) assim como as estratégias dos agentes de implementação (62%). Por outro lado, facilitaram o PFF nesta etapa as estratégias de divulgação destes agentes (63%). Na etapa de organização, são barreiras tanto o contexto geográfico (infraestrutura) (53%) como o socioeconômico (32%), enquanto o contexto político desponta como facilitador (39%). Por fim, na execução, o contexto político dificulta (31%) e as estratégias dos agentes de implementação facilitam (50%). Neste artigo se discute os aspectos do contexto político que influenciam majoritariamente a implementação do PFF, como a intersetorialidade dos serviços, recursos humanos e financiamento federal/municipal. Sugere-se a construção de um manual que ofereça suporte e sirva como ferramenta à implementação do PFF.