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ADAPTAÇÃO CULTURAL DO PROGRAMA STAYINGFIT PARA PROMOÇÃO DE SAÚDE EM ADOLESCENTES: INTEGRANDO ATIVIDADE FÍSICA, HÁBITOS ALIMENTARES E AUTOIMAGEM POSITIVA

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Introdução: A produção nacional de intervenções baseadas em tecnologias por ser um processo recente, ainda é escassa e inovadora. Nesse sentido, a apropriação de intervenções internacionais com evidências de efetividade e validade comprovadas cientificamente colocou-se como uma alternativa viável para este problema a partir do processo de adaptação cultural. Desta forma, o objetivo desse estudo foi descrever o processo de adaptação cultural do StayingFit para adolescentes da rede pública de ensino do município de Salvador/Bahia/Brasil. Métodos: O processo de adaptação cultural do programa foi conduzido seguindo as etapas descritas por Barrera et al. (2013): (1) Coleta de informações, (2) Desenho Preliminar da Adaptação (tradução comissão de Juízes e teste de usabilidade), (3) Testes preliminares da adaptação (Teste piloto), (4) Refinamento da intervenção adaptada culturalmente e, (5) Julgamento da adaptação cultural. O estudo também incluiu a participação um comitê de juízes (etapa 2) para avaliação preliminar do conteúdo original da intervenção. Para navegação no programa, optou-se pela utilização do Moodle, uma plataforma de aprendizagem a distância baseada em software livre. Resultados e/ou impactos: Após a tradução de todo o programa procedeu-se à adaptação cultural da versão traduzida a partir da análise por um Comitê de Juízes, que sugeriram mudanças no sentido de melhorar o entendimento das frases traduzidas para a língua portuguesa garantindo a equivalência semântica, idiomática e experimental do programa adaptado à população-alvo. O programa foi modificado ajustando os materiais escritos para o nível de leitura da sexta e sétima séries, modificações de materiais apresentados aos participantes, inclusão de instrumentos de avaliação do consumo alimentar e atividade física, substituições de fotografias, além da adição de feedbacks gerais para adesão de um estilo de vida saudável, a partir das recomendações nutricionais para população brasileira. Além disso, foram alteradas a visualização do layout e interatividade do programa, deixando-o mais atrativo para os jovens brasileiros. O teste de usabilidade demonstrou boa satisfação, eficiência e eficácia do programa. O feedback do teste-piloto não revelou problemas ou preocupações importantes com a implementação da intervenção adaptada, porém, mostrou a necessidade da realização de modificações nos conteúdos de algumas sessões. Os adolescentes do grupo focal mostraram retorno positivo diante dos ajustes propostos. Considerações finais: Apesar de ser um processo difícil, que demanda investimento financeiro, planejamento, equipe capacitada e rigor científico, as adaptações de intervenções baseadas em evidências devem ser encorajadas pelo seu potencial no desenvolvimento de intervenções de promoção de hábitos saudáveis no Brasil.