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AÇÕES DE PREVENÇÃO E CONSTRUÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE NO PÓLO DE PREVENÇÃO DE DST/Aids DA UNB

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De acordo com o Ministério da Saúde, de 2007 a junho de 2016 foram notificados 136.945 casos de HIV, em que 52,3% têm de 20 a 34 anos. A taxa de incidência (por 100.000 habitantes) das Hepatites aumentou de 2004 para 2016, de 6,1 para 6,9 para Hepatite B e de 4,0 para 13,3 para Hepatite C. Em 2016 foram notificados 87.593 casos de sífilis adquirida, sendo que o Distrito Federal apresentou taxa de detecção superior à taxa média nacional. Neste contexto, ações de caráter preventivo e que visam o diagnóstico precoce de IST/Aids vêm ganhando espaço no Brasil, trazendo benefícios concretos no controle desses agravos. O presente trabalho trata-se de um relato de experiência no Pólo de Prevenção de DST/Aids da Universidade de Brasília (UnB) na realização de aconselhamento pré e pós teste para a construção do cuidado à saúde. O Pólo funciona desde 2004 como Projeto de Extensão da UnB e encaixa-se na proposta da Extensão Universitária que visa promover melhoria da realidade social através de ações da comunidade acadêmica. O Pólo oferece a realização de teste-rápido para detecção de IST (Hepatite B e C, Sífilis e HIV), aconselhamento pré e pós teste, disponibiliza camisinhas feminina e masculina, gel lubrificante e material educativo sobre ISTs, além de promover campanhas de incentivo à realização do teste-rápido. Conta com a participação de estudantes extensionistas, estagiários de psicologia e psicólogos. O aconselhamento pré e pós teste trata-se de um processo de escuta ativa e qualificada, focada no sujeito, para auxiliar no processo de avaliação de riscos e desenvolvimento de plano de cuidados valorizando a autonomia do indivíduo. No primeiro semestre de 2018, uma campanha que atendeu 110 pessoas, retornou com três resultados positivos para HIV e um positivo para sífilis. A importância do aconselhamento pré-teste foi observada por ser um momento de compreensão da demanda do sujeito, das suas crenças e estratégias de autocuidado. Quando o resultado do teste rápido é negativo foca-se nas estratégias de cuidado previamente expostas, procurando promover saúde a partir da autonomia do sujeito. Esses casos são tão importantes quanto os positivos, por ser um momento fundamental de reflexão sobre os comportamentos de risco aos quais o sujeito está de expondo e quais caminhos alternativos ele pode encontrar. Se positivo, foca-se no suporte emocional e é feito o encaminhamento para um centro de saúde de referência para dar início ao tratamento da IST adquirida.