Violência obstétrica contra mulheres negras no Brasil

Vol 1, 2023 - 164074
Resumo
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Resumo

Introdução: A desigualdade social é incorporada pela diferenciação das raças no corpo social, por consequência, as mulheres, especificamente negras, foram subjugadas em toda historicidade, por intermédio do racismo inserido na sociedade que servem para manter a hegemonia do grupo racial no poder (ALMEIDA, 2019, p.40). À vista disso, a violência sobre a mulher no corpo social se difere em relação quando se trata da mulher negra, em que se alicerça no racismo estrutural do coletivo, consequentemente, manifesta veemência opressão. Dessa forma, é imprescindível destacar que as mulheres negras e escravizadas foram as primeiras a fazer a parte do experimento da técnica do parto por intermédio da cesárea, sendo assim, um objeto de um procedimento científico, em que estava em fase de experimento e adequação, logo, a análise de situações percebidas como discriminatórias revela que as atitudes parecem estar ligadas à ideologia do dominador que perpassa o cotidiano estando introjetada nos profissionais (KALCKMANN S et al, 2007, p.151). Portanto é inegável que a violência obstétrica contra as mulheres negras é fomentada pela invisibilidade social inserida na sociedade brasileira. Objetivo: A pesquisa busca apontar o sistema do racismo institucional no ambiente hospitalar e expor a hostilidade presente na sociedade contemporânea sobre os corpos das mulheres negras. Busca também analisar as diferentes agressões dos profissionais de saúde e o enraizamento do racismo institucional que ocasiona a violência obstétrica de forma mais forte sobre as mulheres negras durante o parto e no período gestacional. Método: O método utilizado por este trabalho será o dedutivo, que parte do pressuposto de uma análise generalizada para construção de uma hipótese específica. Resultados: A pesquisa está em fase de desenvolvimento, sendo assim, se espera apontar as especificidades da violência obstétrica contra mulheres negras e o resultado frequentemente é a exposição da paciente a sofrimentos desnecessários e que pode trazer consequências drásticas e irreparáveis (AGUIAR, 2010, p.30). Discussão: A análise busca compreender e elucidar como as questões relacionadas à raça e à discriminação racial influenciam diretamente no tratamento dado, ocasionado em práticas inadequadas, negligência e desrespeito aos direitos dessas mulheres durante o processo de gestação e parto. Considerações finais: É intrínseca a condição da mulher como objeto na sociedade, dessa forma, a violência contra os corpos femininos está no cotidiano, tanto no ambiente familiar, em caso de violência doméstica, no decorrer da gestação e durante o parto - um momento de extrema fragilidade feminina. Dessa forma, a pesquisa busca confirmar que a violência obstétrica sobre os corpos das mulheres negras é sustentada por estereótipos que são transmitidos e reforçados ao longo do tempo, na atuação hostil do profissional de saúde. Nesse viés, são ocasionados significativos problemas físicos e emocionais à mulher ao passar por uma situação que vai contra o parto humanizado.

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Instituições
  • 1 Faculdade / Faculdade de Direito de Vitória
Eixo Temático
  • 5. Bioética, pluralismo e interseccionalidade
Palavras-chave
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA; Racismo institucional.; Gestação.; Mulheres negras