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Introdução: O uso de ferramentas de Inteligência Artificial(IA) tem impactado várias atividades do cotidiano, incluindo a produção de conhecimento científico, em particular a redação de artigos científicos, que é a etapa mais importante do método científico. Autores renomados têm defendido que o uso de ferramentas de IA na redação de artigos científicos pode levar à produção com melhor qualidade, enquanto outros alertam para o risco de termos uma avalanche de artigos gerados pela IA, que tornem mais difíceis a detecção de plágio e que tragam ainda outros dilemas éticos na sua utilização.Objetivo:Pesquisar o uso da IA na escrita cientifica e discutir seus dilemas bioéticos Método: Busca de artigos científicos sobre o tema, utilizando para isso a biblioteca virtuais, além de livros e revistas acadêmicas, e fontes jornalísticas, analisando a aplicação da inteligência artificial na escrita cientifica.Resultados: uma pesquisa publicada na Revista Nature menciona pelo menos quatro artigos, ao qual o ChatGPT é citado como coautor, mas ainda não há regulamentação jurídica sobre o assunto, embora editores lutem para que aprovem seu uso como autor de periódicos. Dos artigos encontrados na literatura, dois deles citam o poder da escrita academica em áreas técnicas como a enfermagem e a medicina, ao qual o modelo de linguagem interativo se mostrou bem especifico; um dos artigos cita as funcionalidades do próprio ChatGPT; e no último artigo a ferramenta teria que argumentar filosoficamente sobre o uso de uma medicação, e a resposta foi evidenciar os pós e os contras da utilização do medicamento e a eficácia pré-clínica dele.Discussão:Com o avanço da tecnologia, diversas ferramentas foram desenvolvidas para auxiliar os pesquisadores na elaboração de suas publicações. Softwares de IA são capazes de analisar e resumir documentos científicos, buscar citações relevantes, ajudar na organização de conteúdo e até mesmo escrever seções metodológicas e conclusivas. Apesar de ser uma grande vantagem em termos de velocidade e eficiência, a IA também levanta importantes dilemas bioéticos. O primeiro deles é o da autoria. Quando uma ferramenta de IA escreve um artigo, quem é o autor? O programador que a desenvolveu? Essa questão pode afetar a credibilidade da pesquisa e criar conflitos entre os envolvidos, além de gerar questões legais quanto ao quesito de responsabilidade sobre fatos decorrentes do uso daquela informação. Além disso, a IA pode gerar uma dependência excessiva dos pesquisadores em relação ao seu uso. Potter(1972) já nos alertava sobre os avanços da tecnologia e o impacto das consequências disso para o futuro da sociedade, e por isso se faz necessário a discussão desses dilemas éticos. Hans Jonas corrobora com as ideias de Potter nos lembrando da importância de considerar as gerações futuras ao tomar decisões sobre tecnologia, pois a tecnologia não é uma ferramenta neutra e sim uma força poderosa, podendo comprometer a qualidade de vida das gerações futuras.Considerações finais:A IA pode impulsionar a escrita científica para novos patamares, possibilitando a produção de artigos mais precisos. No entanto, é fundamental refletir sobre as questões éticas envolvidas e encontrar um equilíbrio entre a tecnologia e a expertise humana,
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