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Este resumo tem o propósito de realizar uma reflexão sobre a importância da incorporação dos princípios ambientais que orientam o novo urbanismo na contemporaneidade, ao possibilitar uma nova visão para o processo de planejamento e suas interfaces com o desenho urbano.
Pensar a cidade, a partir de metodologias projetuais, onde seja adotado como estratégia a incorporação de elementos da natureza é de fato uma possibilidade e sobretudo, uma possibilidade ímpar, onde a paisagem explicita um ecossistema dinâmico, nos quais os fatores biofísicos e humanos possam orientar o processo de tomada de decisões intrínsecas ao planejamento e desenho urbano.
Neste sentido, destaca-se que uma nova visão dedicada ao urbanismo para o século XXI, o planejamento urbano ecológico passa a configurar novas metodologias atreladas aos valores e recursos naturais, ecológicos e ambientais como elementos da paisagem, constituem-se em partes integrantes do contexto sociocultural das cidades.
Considerado uma ferramenta especializada, por seu caráter multidisciplinar, possuiu interfaces com diversos campos do conhecimento, o que torna decisivo para empreender novas abordagens relacionadas ao pensar e intervir em cidades, nos processos que sejam capazes de conjugar o meio físico com a natureza, vencendo posturas arcaicas que pouco tem contribuído para a melhoria do espaço urbano.
O processo decorrente do planejamento urbano ecológico requer uma forma de pensar e atuar em espaços urbanizados, por meio de um plano complementar ao plano urbano oficial, com a finalidade de propor ações potencializadas para serem implementadas dentro do contexto de cada localidade.
O planejamento urbano ecológico, ao considerar as condicionantes do ambiente natural, propõe um novo modelo de ocupação disciplinado do território em observância aos princípios ambientais, de forma que a definição de padrões da estrutura espacial que permitem a vida nas cidades incorporem medidas de conservação dos recursos naturais e culturais, de forma que, ao atender os anseios sociais do presente, “garanta a perpetuação dos recursos renováveis, possibilitando a perenidade ambiental e usos futuros” (RIBEIRO, 2010, p.38).
Assim, a partir desse conceito de planejamento urbano ecológico, o qual incorpora a sustentabilidade como espinha dorsal, torna-se importante reconhecer a paisagem como um marco histórico em estado incessante de transformação, resultantes de suas interações naturais ou decorrentes da ação humana que pode agir de forma a garantir o equilíbrio dos ecossistemas, ajustando e ampliando as condições de absorção e recuperação dos espaços naturais, buscando garantir os ciclos vitais de cada ambiente.
Como procedimento metodológico adotou-se uma pesquisa qualitativa sobre a temática proposta, onde consistiu no exame da literatura pertinente de trabalhos científicos (livros, teses, dissertações, artigos, etc.) e da legislação urbanística e ambiental em vigor.
Por fim, destaca-se que a contribuição do desenho urbano fundamentado em base sustentável, pode se constituir num divisor de águas, ao promover a melhoria do espaço, e por consequência, a melhoria da qualidade de vida, enquanto possibilidades que acenam em busca de cidades mais justas e humanas e sobretudo, mas belas.
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