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Resumo: As Big Techs têm se disseminado nas diversas esferas do Estado, influenciando na tomada de decisões no que se refere à educação pública, uma vez que demandam adaptação à lógica dos valores e dos termos de uso das corporações. Assim, sob o manto da inovação, da economia de custos e da facilidade, as Big Techs adentram nas universidades brasileiras, reforçando um cenário que Zuboff (2020) tem chamado de capitalismo de vigilância. Diante disso, buscamos discutir, a partir da concepção de educação liberal de Nussbaum (2012), a influência da lógica economicista no processo formativo nas universidades públicas brasileiras, apontando algumas críticas à presença das Big Techs nessas instituições, justificando a necessidade de se pensar em plataformas próprias, de forma a garantir um processo formativo minimamente autônomo. Palavras-chave: Big Techs, Capitalismo de vigilância, Universidade pública, Enfoque das capacidades, Democracia.
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