Mulheres Sem Terra em defesa da agroecologia popular

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Resumo

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo socializar as conclusões já consolidadas de uma pesquisa de mestrado, finalizada em 2019, com mulheres camponesas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a partir de referenciais críticos e decoloniais. O problema de pesquisa foi o de compreender como o trabalho das mulheres camponesas na agroecologia se articula com a dimensão das lutas por equidade de gênero no Assentamento Contestado (Lapa-PR). As histórias de vida das sete interlocutoras, que permitiram que esta pesquisa fosse feita, falam sobre a dimensão do trabalho produtivo e reprodutivo, sobre as subjetividades de quem opta pela agroecologia não somente enquanto modo de produção, mas enquanto modo de vida: sobre formas de ser, fazer, sentir, ensinar e aprender. A metodologia de pesquisa se construiu a partir dos constructos teóricos do método de Histórias de Vida, fazendo das memórias das interlocutoras, reconstruídas em narrativas, protagonistas em todas as etapas da pesquisa. O conceito de Feminismo Camponês e Popular permitiu concluir que, embora a cultura patriarcal impregne as relações de trabalho e vida no campo, as narrativas dessas interlocutoras evidenciaram uma resistência social desde o MST, vinculada, sobretudo, à produção agroecológica em uma perspectiva popular. Palavras-chave: Mulheres camponesas, agroecologia, gênero, MST

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Instituições
  • 1 UFPR - Universidade Federal do Paraná
Eixo Temático
  • GT03 - Movimentos Sociais, Sujeitos e Processos Educativos