MEMÓRIAS DE SAPATÃS PROFESSORAS DE CRIANÇAS

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Resumo

Resumo: A investigação em tela, centrada em professoras lésbicas/sapatãs que lecionam em turmas de crianças, buscou tensionar a inquietação em torno de cobranças que recaem, especificamente, sobre essas docentes. As narrativas de si e seus desdobramentos, por meio de conversas, configuraram a base do método cartográfico interseccional inventivo. Este baseou-se em um roteiro mínimo, como ponto de apoio, e no diálogo livre com mulheres dissidentes sexuais, com uma expressão de gênero destoante da socialmente esperada, docentes da educação infantil e dos anos iniciais. Memórias de silenciamentos, violências cotidianas e assédio moral, no ambiente de trabalho, foram partilhadas. A dissertação sinaliza situações nas quais as desigualdades se tornaram mais pronunciadas, comprometendo a saúde mental e física das professoras. Seu alicerce firma-se na teoria queer, em estudos feministas, pós-estruturalistas, estudos da memória e das lesbianidades, especialmente os desenvolvidos por intelectuais negras e decoloniais. A interseccionalidade, importante conceito criado pelo feminismo negro, permeia o trabalho como um todo. Palavras-chave: Professoras de crianças, professoras lésbicas, memórias, dissidências, lesbofobia

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Instituições
  • 1 UERJ/PROPED - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • 2 UERJ - PROPED - Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • GT23 - Gênero, Sexualidade e Educação